Lição nº 2 – Pode riscar

Há muito tempo eu vi na tevê uma entrevista em que uma atriz dizia que ela anotava suas impressões nos livros. Enquanto ela afirmava que isso os tornava mais vivos, eu torcia o nariz para essa prática. Por que isso? Para que isso? RASURA! HERESIA! Não, pera. O máximo que eu fazia era carimbar meus livros com meu nome (SIM, EU TENHO UM CARIMBO. <3) 

Não que eu nunca misturasse tinta esferográfica com letras impressas em um papel qualquer, mas o máximo de ousadia que eu tinha era riscar, marcar e anotar tudo em fotocópias (falando nisso, aquele espaço entre a diagramação e encadernação, que fica no meio da folha, não pode servir pra mais nada a não ser anotações. <3), principalmente em livros que a gente usa como referencial teórico para os temidos trabalhos de conclusão de curso.  A ideia do fichamento, pra mim, nunca colou (e olha que eu tentei, juro! Na verdade, ainda tento!).  E aí, quando você não encontra o livro em biblioteca alguma ou não pode xerocar? Mas precisa do livro pra fazer o trabalho mesmo assim? Você compra!

Não tinha jeito... ¯\_(ツ)_/¯

Não tinha jeito… ¯\_(ツ)_/¯

E foi o que aconteceu comigo. Busquei por todos os lugares o livro “Cultura da Convergência”, do Henry Jenkins. Tive que comprá-lo, por ser a linha mestra do meu TCC. Justamente por isso, tudo o que estava escrito nele era uma potencial citação. Não dava pra sair anotando tudo. Escrever no livro recém aberto, cheirando a novinho e todo branquinho era a única solução. Abri a caneta marca-texto e.. hesitei.  Mas não houve escolha. Foi o festival das frases cor de rosa, setas e chaves feitas à lápis e muitos Post-Its. Não foi tão ruim assim… =) Depois dele, fiz o mesmo com o livro Japop, de Cristiane Sato.

Coloridinhos, mas me ajudam bastante!

Coloridinhos, mas me ajudam bastante!

Depois de ter feito aquilo com um livro teórico, com os de ficção foi um pulo. Mas sem marcar, claro. Os festivais de grafite com Post-It continuam, seja para refutar algum fato absurdo, furos na trama, conceitos que eu adoro, boas descrições, ou mesmo se a tirada for boa demais. Ás vezes compartilho algumas anotações no Facebook, mostrando pontos bons e/ou ruins de uma publicação.

Essa não ~foi pro feisse~. ;)

Essa não ~foi pro feisse~. 😉

Assim, descobri que escrever nos livros (QUE SÃO NOSSOS) é muito bom. Não que eu tenha deixado de tentar os fichamentos, mas os apontamentos no livro ajuda a organizar ideias, favorece a organização da resenha e representa uma conversa sua com autor e personagens. Valeu muito a pena vencer o medo da rasura.

PS: Sem pânico, por favor. Só carimbo os livros depois que os leio. E gosto.

Ps2: Meus livros carimbados/anotados eu sempre empresto. Só me devolva, PFV. =)

Meu Lugar

A única coisa que maculou meu final de semana foram as duas tragédias que aconteceram nas minhas cidades do coração. Enquanto estávamos quentinhos, felizes por termos abrigo, bons drink, bons petisco, boas palestra e ÓTEMA INTERNET no Encontro de Blogueiros, em Foz do Iguaçu o mundo caía e caía feio. Chegamos a ver, sim, o vendaval, a tempestade, mas dela o máximo que nos afetou foi o barulho da chuva e os trovões que ouvimos.

Soubemos que algumas regiões da cidade foram bastante atingidas, árvores caídas, ruas alagadas e até um senhor morreu por que sua construção desabou sobre sua cabeça. Isso foi, realmente, muito triste.

E, se não bastasse a tristeza com minha cidade do coração, meu coração partiu com minha terra natal. O Mercado São Bráz, MEU MERCADO SÃO BRÁZ, que eu visito desde que me entendo por gente, teve mais de 60% de suas instalações devastadas pelo incêndio que começou num supermercado ao lado.

Eis a bomba.

Fachada pro calçadão

Fachada pro calçadão. E as delícias que proporcionava.

Fachada pra Augusto Vasconcelos.

Fachada pra rua, fachada de trás. Onde eu sentia o cheiro de peixe mais característico da cidade de São Sebastião

E agora, eu pergunto:

Onde mais eu vou sentir cheiro de peixe?

Onde mais eu vou comprar tênis nas férias?

Onde mais eu vou comer o mais gostoso bate-entope com Guaracamp?

Onde mais vou comprar flores pra levar pra praia no Ano novo? Aliás, onde mais eu vou sentir cheiro de rosas, palmas e margaridas todas juntas?

Onde mais eu vou sentir cheiro de flores?

Onde mais eu vou mexer com passarinhos, simplesmente apontando o dedo no vidro? (Passarinhos que, a propósito, morreram todos com as chamas.)

Onde mais vou me sentir a fotocópia da minha mãe?

Onde mais vou procurar o que só o sudeste me dá?

Onde mais vou ter referências da minha infância?

Agora, por onde vou passar da Augusto Vasconcelos pro Calçadão? (EU SEI QUE TEM A SILBENE, A SUPERLAR E OUTRAS, MAS, CONVENHAMOS!)

Onde mais?

De todo o calçadão, tirando a fachada, CLARO, era o único lugar que não tinha mudado desde que eu saí do Rio.

Estava exatamente preservado como em minhas memórias. Até a lanchonete da Silbene mudou, A Luzes foi a primeira a incendiar, há alguns anos (até então ela mantinha o mesmo visual – e até o mesmo cheiro!) e tudo o mais mudou de fachada, e/ou reformou e/ou fechou. Só mesmo a estação por fora ficou a mesma coisa (até o cheiro curtido de urina, mas eu acho que esse aí não vai mudar nunca).

O ruim mesmo é, se eu tivesse seguido morando lá, talvez eu nem sentisse tanto as mudanças, ou até sentiria, mas logo me habituaria ao novo. Mas como eu só passo pelo Rio uma vez por ano (e pela segunda vez estou a dois anos sem por os pés por lá), toda e qualquer modificação é um choque. Pra me identificar carioca, eu preciso buscar o que ainda existe desde que eu saí de lá (e na época, tinha seis anos!); e agora são muito poucas coisas mesmo; como o chafariz (HOJE SECO) na frente das Sendas, na Av. Cesário de Melo (POR DEUS, ME DIGAM QUE ELE AINDA RESISTE!); e o querido São Bráz.

Não, não sou conservadora. Sou saudosista.

PS: O Sendas da Cesário de Melo virou Extra. Sinto que vou morrer.

BLOQUEIO

Juro por Deus que não era disso que eu vinha falar.

E juro por Deus também que eu tenho vários outros posts na fila. Mas, tá f*da.

Eu, eu acho lindo ver a galera escrevendo, me deixando mal-acostumada com haikus novos quase todo dia, ou galere empolgadérrima escrevendo aquela ideia maravilhosa que não vai me deixar dormir e, e, e… e eu, aqui.

E o pior. NÃO É POR FALTA DE INSPIRAÇÃO.

Tenho ideias diferentes a cada dia, a cada passada.  Mas aí, abro o Word BrOffice Word BrOffice OKAY,  o editor de texto e me deparo com meus pensamentos, tão em branco quanto a tela que parece me zuar, “e ae? Cadê o que você ia colocar aqui e se divertir um monte e criar seu mundinho alternativo e talz? FRACA! MWAHAHAHAHAHHAHAHAHA!”  e acaba tudo ficando por isso mesmo até pq eu fico tão p*teada da vida que fecho a janela pro editor saber quem é que manda.

Sinto tantas saudades de contar histórias inteiras, de coisas do cotidiano ou milagres ficcionais que nenhum efeito especial de filme poderá fazer dentro de dez anos (ou não xD); e mais ainda, me frustra saber que eu tenho as ferramentas comigo; mas que perdi o jeito de usá-las.

Quedê as letras daqui?Não era pra tássim… T_T

QUEDÊ O MANUAAAAAAAAAAL? #Thatachora

 

– O EPÍTETO DA KAWAIICE. –

Ontem, dentro do busão, eu vi uma cena que quase me matou de tanta fofura.

Não é fofo? *_*

Ah, celulares. Ajudam e atrapalham ao mesmo tempo.

Ele tava fingindo que dirigia o ônibus!!

Forçava – muito mesmo – os pezinhos pra poder alcançar os pedais,  girava o volante com segurança, abria as portas no braço que suspende e o freio era um cabo de rodo que ficava na lateral.  E se divertia sozinho naquilo, na direção daquele veículo tão grande.

Sabe, eu fico feliz quando vejo que ainda há crianças com imaginação no mundo, dá uma sensação gostosa de que nem tudo tá perdido. O sorriso acaba aparecendo no rosto da gente sem ao menos se notar.

…Posso dizer que ele guiou muito bem o busão até onde a mãe dele desceu, inclusive deixando os comandos de abrir e fechar as portas devidamente programados. Tirando a vez que ele largou a direção pra dizer pra vó que tava dirigindo.

Meu dia foi bem mais leve por causa dele. Ah sim, Kawaii é fofo, em japonês.

O segredo na barriga da baleia

Adoro assistir filmes de tudo quanto é lugar. Sério. Deixa quieto que eu tenho outra pencas de coisas pra ver. Ói lá. Já assisti de campeões de bilheteria americano até filme véio de vampiro chinês. E recomendo. 8D Dessa vez eu decidi ver um filme árabe (foi mal, não sei de onde é, mas parece Egito), de um dos cantores que mais admiro: Mustafa Amar.

O amor começou aqui. Isso já tem uns 9 anos. ♥

Eu me interessei vendo o clipe que passou no canal da TV a cabo, e pôxa, achei que Mustafa Amar + música + filme + ocultismo + zuação pudesse, de alguma forma, dar certo.

Eita Mustafa, mexendo com coisa que não deve. #aiquesusto

Mas na real, o filme prometia só no clipe mesmo. Trem mais sem pé nem cabeça, e pra me matar de ódio, com final mais que aberto; inconclusivo. Mustafa vive Adham, uma salafrário  fiadap*ta que trabalha num banco do Egito graças ao QI dele (QI quer dizer QUEM INDICA, pros menos avisados), e que leva tudo na lei de Gerson, no papel dele de empregado encarregado dos empréstimos, escolhendo pela cara pra qeum ele vai liberar o dindin. DO NADA ele recebe uma promoção e passa a ser o gerente do setor de empréstimos (isso depois do chefe dele recriminar o modo com que Adham decide a quem emprestar grana). Ele tem um amigo pirro que é doido pra se casar, e acha que tem algum feitiço prendendo ele. Aí eles vão procurar um charlatão pai-de-santo ALIKE e o cara diz que fizeram um despacho e botaram na barriga de uma baleia OI? e pra ele se salvar precisa dar dinheiro.  Adham, que não é bobo nem nada, chama o cara de charlatão na cara e sai com o amigo dele de lá. Mas o cara manda uma mardição igual Bento Carneiro e Zé do Caixão no coitado. Aí, depois daquele dia, ele começou a ver a essência das pessoas, e começa não se vendo no espelho. Taha era passado da hora de diminuir as dróga, salafrário! Aí é que ele percebe que a empresa completamente altruísta que quer emprestar dinheiro é de um bando de ladrões, que vai dar um megarrombo no banco. E aí ele precisa fazer alguma coisa pra isso não acontecer.

Ele se impõe, diz que não vai assinar o relatório (apesar de os documentos estarem todos certos), e aí os criminosos começam a ameaçar ele, sequestram ele e colocam em risco a vida da véia dele e da mocinha colega dele de banco que gosta dele (e ele dela), e ele fica entre a honestidade e o cagaço, sem saber se assina ou não. No meio de todo esse forfé ele decide que quer voltar a ser o Adham de antes, que não ligava pra nada e decide procurar o cara que ele chamou de charlatão. Antes, passa o clipe de Khamas Afareet ele faz a brincadeira do copo, do compasso e aparece vestido de pai-de-santo (não tem nenhuma outra explicação pra isso, sério!), e o cara, na cadeia (parece) admite que era um embusteiro.

Mas o ruim mesmo tá no fim do filme, já que o filme não tem final: a menina que ama ele (e ele a ela) convence que eles devem falar com o dai-chefe deles (dono do banco) sobre o que está acontecendo. Eles vão até a sede do banco um dia e tomam um chá-de-cadeira milenar, esperando pra serem atendidos por metade do expediente e dormindo de tanto esperar na segunda metade. Decidem encontrá-lo num evento e levar o assunto até ele. Quando o Adham começa a falar, diz que “não está certo” (tradução do nome do filme, Mafish Fayda), mas o chefão vê um segurança gesticulando que o empregado é doido, e nisso chegam os criminosos que querem o empréstimo e acompanham o boss adentrando no salão. A menina bota mais pressão no Adham, ele tem um flashback de todo o filme até ali, grita que não dá pra continuar daquele jeito, os dois sobem as escadas correndo E O FILME ACABA!!!! COMO PODE????

Ainda peguei uma versão zuada na legenda, faltando traduções e algumas palavras indecifráveis. Realmente, valeu a experiência pra meu primeiro filme árabe, mas na real, só o que eu quero guardar é Khamas Afareet e os lindos olhos do Mustafa.

Adham, seu maconheiro Moustafa, seu lindo!

OUTRO?

Sim, outro. Mas o nome é o mesmo.

Decidi mudar do blogger, lá não tem tantos recursos como tem aqui. ^_^

E o nome é reciclado de eum outro blog que eu tinha…  abafa.

Aqui eu quero postar sobre tudo, tudo o que eu vejo por aqui, tudo o que me encanta, me intriga, me chama a atenção ou que me incomoda.E eu realmente acredito que, de todos os lugares, se tira um aprendizado Ainda que aleatório. Né não?

ENTÃO VAMO COMEÇAR LOGO ESSA JOÇA! UHUU! \o/