Lição nº3 – Ah, que saudade da Sbørnia!

Faz uma semana. Mas a ausência faz o tempo se arrastar. Maestro Pletzkaya, que também atendia pelo nome de Nico Nicolaiewsky, foi embora tão rapidamente que pegou todo mundo de surpresa. Tão efêmero, tão triste. Leucemia maldita. Chegou e levou-o sem dar tempo de nada.

Ah, mestre... ;-;

Ah, mestre… ;-;

O que me abateu, além disso, foi o remorso. Não é de hoje que amo o Tangos e Tragédias, mas tinha escolhido o aniversário de 30 anos da dupla pra assumir pro mundo a cidadania Sborniana. Estava empolgada com o tanto de material que estava (? Ou ainda está?) pra sair, queria conhecer melhor o lugar fictício que eles inventaram e nos deram espaço para ajudar a construir. Nico se foi e eu fiquei aqui, com a passagem para a Sbørnia em mãos… Se eu ao menos, tivesse tomado a decisão de ir até lá antes…

Apesar deles terem feito parte da minha infância (toda vez que eles iam ao Jô, eu travava uma batalha contra o sono para vê-los tocar), só consegui assistir o espetáculo uma única vez, aqui em Foz do Iguaçu. De tão ansiosa, treinei o “BAH!” Da Aquarela da Sbørnia por uma semana. No dia, quis sentar no meio do auditório, por vergonha de dançar o Copérnico. Fui preparada para chorar de rir e eles não me decepcionaram. Aos primeiros acordes de Epitáfio, fui tomada por um sentimento de perda sem igual, que acompanhou a cantoria em White Christmas. Era certo que eu não teria mais como assistir a peça novamente (tempo, grana, deslocamento – não deixa de ser lógico) e isso me entristeceu bastante. Talvez por isso eu não falava tanto do Tangos. Era como se eu já tivesse usado (e guardado) meu quinhão de sorte.

E aí, depois que consegui me livrar do vício da música do Prof. Kanflutz e Gran Orquestra, tomando a vitória do Nico como certa, queria voltar das minhas férias tentando levar a vida para que pudesse acompanhar (monetariamente, claro) o ano do aniversário do Tangos. Aí, a bomba chegou. Perdi o chão. Os planos foram por água abaixo. Inclusive o de juntar uma grana para conhecer Porto Alegre e assisti-los em casa, no São Pedro. E ser a última a dispersar do lado de fora.

30 anos de música. E diversão.

30 anos de música. E diversão.

Mesmo sendo muito tarde pra isso, queria agradecer por todas as risadas que Nico e Hique Gomez me proporcionaram, que não foram poucas. E por compartilharem com todos a grande diversão de criar um país inteiro. Só com isso, vocês me inspiraram bastante. E obrigada pelas melhores versões de músicas, velhas ou novas (Dragostea Din Tei NUNCA MAIS SERÁ A MESMA – Ela era original da Sbørnia, não era? Haha). Principalmente, obrigada mesmo por mostrarem que um violino e um acordeon eram o bastante para fazerem teatros mundo afora flutuarem. O carinho pelo Hique Gomez se reforça, o amor pela Sbørnia e pelo Tangos nunca acabará. Continuaremos a procurar a Verdadeira Maionese.

Pra terminar, aconselho fortemente esse programa, Palcos da Vida. Ele vai marcado nessa música (se não funcionar a marcação, ela está a partir de 1h12min) por ser uma das melhores versões deles que ouvi e também por não ter encontrado um vídeo legal de Dragostea Din Tei. Apesar de amar o Evandro Mesquita, prefiro essa versão do Tangos. Eles cumpriram tudo o que disseram na letra. E preferir essa não me faz menos carioca, apenas mais Sborniana. ❤

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