O segredo na barriga da baleia

Adoro assistir filmes de tudo quanto é lugar. Sério. Deixa quieto que eu tenho outra pencas de coisas pra ver. Ói lá. Já assisti de campeões de bilheteria americano até filme véio de vampiro chinês. E recomendo. 8D Dessa vez eu decidi ver um filme árabe (foi mal, não sei de onde é, mas parece Egito), de um dos cantores que mais admiro: Mustafa Amar.

O amor começou aqui. Isso já tem uns 9 anos. ♥

Eu me interessei vendo o clipe que passou no canal da TV a cabo, e pôxa, achei que Mustafa Amar + música + filme + ocultismo + zuação pudesse, de alguma forma, dar certo.

Eita Mustafa, mexendo com coisa que não deve. #aiquesusto

Mas na real, o filme prometia só no clipe mesmo. Trem mais sem pé nem cabeça, e pra me matar de ódio, com final mais que aberto; inconclusivo. Mustafa vive Adham, uma salafrário  fiadap*ta que trabalha num banco do Egito graças ao QI dele (QI quer dizer QUEM INDICA, pros menos avisados), e que leva tudo na lei de Gerson, no papel dele de empregado encarregado dos empréstimos, escolhendo pela cara pra qeum ele vai liberar o dindin. DO NADA ele recebe uma promoção e passa a ser o gerente do setor de empréstimos (isso depois do chefe dele recriminar o modo com que Adham decide a quem emprestar grana). Ele tem um amigo pirro que é doido pra se casar, e acha que tem algum feitiço prendendo ele. Aí eles vão procurar um charlatão pai-de-santo ALIKE e o cara diz que fizeram um despacho e botaram na barriga de uma baleia OI? e pra ele se salvar precisa dar dinheiro.  Adham, que não é bobo nem nada, chama o cara de charlatão na cara e sai com o amigo dele de lá. Mas o cara manda uma mardição igual Bento Carneiro e Zé do Caixão no coitado. Aí, depois daquele dia, ele começou a ver a essência das pessoas, e começa não se vendo no espelho. Taha era passado da hora de diminuir as dróga, salafrário! Aí é que ele percebe que a empresa completamente altruísta que quer emprestar dinheiro é de um bando de ladrões, que vai dar um megarrombo no banco. E aí ele precisa fazer alguma coisa pra isso não acontecer.

Ele se impõe, diz que não vai assinar o relatório (apesar de os documentos estarem todos certos), e aí os criminosos começam a ameaçar ele, sequestram ele e colocam em risco a vida da véia dele e da mocinha colega dele de banco que gosta dele (e ele dela), e ele fica entre a honestidade e o cagaço, sem saber se assina ou não. No meio de todo esse forfé ele decide que quer voltar a ser o Adham de antes, que não ligava pra nada e decide procurar o cara que ele chamou de charlatão. Antes, passa o clipe de Khamas Afareet ele faz a brincadeira do copo, do compasso e aparece vestido de pai-de-santo (não tem nenhuma outra explicação pra isso, sério!), e o cara, na cadeia (parece) admite que era um embusteiro.

Mas o ruim mesmo tá no fim do filme, já que o filme não tem final: a menina que ama ele (e ele a ela) convence que eles devem falar com o dai-chefe deles (dono do banco) sobre o que está acontecendo. Eles vão até a sede do banco um dia e tomam um chá-de-cadeira milenar, esperando pra serem atendidos por metade do expediente e dormindo de tanto esperar na segunda metade. Decidem encontrá-lo num evento e levar o assunto até ele. Quando o Adham começa a falar, diz que “não está certo” (tradução do nome do filme, Mafish Fayda), mas o chefão vê um segurança gesticulando que o empregado é doido, e nisso chegam os criminosos que querem o empréstimo e acompanham o boss adentrando no salão. A menina bota mais pressão no Adham, ele tem um flashback de todo o filme até ali, grita que não dá pra continuar daquele jeito, os dois sobem as escadas correndo E O FILME ACABA!!!! COMO PODE????

Ainda peguei uma versão zuada na legenda, faltando traduções e algumas palavras indecifráveis. Realmente, valeu a experiência pra meu primeiro filme árabe, mas na real, só o que eu quero guardar é Khamas Afareet e os lindos olhos do Mustafa.

Adham, seu maconheiro Moustafa, seu lindo!

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